Um almoço com Benoît Sinthon (parte II)
Depois do amuse-bouche e da entrada, o estômago aconchegou um tornedó de vaca gratinado com queijo Gorgonzola, acompanhado por batata rate com alecrim e presunto, peperonata e courgette grelhada. A sobremesa recaiu num tiramisù cremoso e licor Tia Maria, gelado stracciatella e sabayon de frutas frescas com Amaretto. Os vinhos foram o Trincadeira 2004 e o Reserva 2003.
“O Trincadeira combina melhor com o tornedó, que é servido com pimentos, enquanto que o Reserva acompanhará melhor caça: um pato selvagem, um veado, uma lebre. O Trincadeira, então, com tornedó, borrego com demi-glace ou costeleta de vitela.”
Se pensarmos num peixe de sabor rico, a escolha de Benoît seria o Reserva ou o Trincadeira? “O Reserva daria continuidade à delicadeza de um bom peixe com uma guarnição adequada, sem ter sabores muito fortes para dar continuidade a finura do peixe. Depois, podia estender o Reserva à sobremesa e servir, por exemplo, um creme queimado. Ou os pequenos chocolates que vamos provar (com laranja um pouco confitada)“.
Para terminar a agradável conversa junto ao mar do Funchal com o simpático e atencioso chef da Provença, que trabalha no Cliff Bay desde 2004, depois de cozinhar em diversos restaurantes franceses e madeirenses, quisemos saber se era o vinho ou o prato que mandava na escolha, ao que Benoît Sinthon respondeu, com um sorriso: “O prato, mas talvez porque eu esteja do lado da cozinha.“



