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    “Portugal’s advantage in wine terms – its isolation, which has kept its inheritance of indigenous vine varieties intact and virtually unaffected by Chardonnay- and Cabernet-mania – has also been its disadvantage. The Portuguese have had this strange habit of… making wines to suit the palates of other Portuguese rather than making the sort of fruity, juicy-yet-structured wines that appeal to the majority of the world’s wine consumers. The wines that have traditionally been most respected within Portugal are incredibly tough reds that have typically spent rather too long in storage before being bottled and some slightly tired whites whose unfamiliar flavours may strike some outsiders as slightly rank. In fact Portugal has some first-class raw materials and is increasingly demonstrating the will and skill with which to transform them into exportable wines.

    It is so sad that top-quality Portuguese wine is not has much widely known and appreciated. Admittedly, the fact that Portugal now has such a vibrant wine culture (I’m told that something like seven annual wine guides are published in Portugal) has meant that prices for wines most highly regarded by the Portuguese have escalated, but these wines have such a strong personality, I don’t think any interested drinker should deny themselves the Portuguese experience.

    Portuguese wine is well placed to take advantage of current fashion for “heritage varieties.”

    1999… “The Alentejo Region, hot and dry, in the southeast, is perhaps the most promising source of accessible table wines, full-bodied, with intense colours… and this is without a doubt one of the most promising wine growing regions in the world.””
    by Jancis Robinson
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Quem Somos

CORTES DE CIMA é uma propriedade familiar, com vinha e olival, localizada perto de Vidigueira no Alentejo.

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A Região

Vidigueira, a região vitivinícola demarcada mais a sul do Alentejo, tem sido uma zona de cultivo de vinha, desde os tempos da invasão Romana.

Os Romanos usaram “Talhas” (grandes vasos ou ânforas) para a fermentação e armazenagem de vinhos, um costume ainda usado hoje em dia, daí que a nossa etiqueta tenha uma Talha como símbolo.

Olivais antigos, com oliveiras com mais de 2000 anos, compartilham o terreno com limoeiros, vinhedos e ruínas Romanas.

“Where olives can´t grow, a great wine is impossible to make.” – proverb

A Vidigueira é rica em História. Foi aqui que Julius Caesar impôs a sua ‘Pax Júlia’ no ano de 65 D.C. Aqui Vasco Da Gama recebeu o título de Conde em 1519 depois do regresso da sua viagem à Índia.

A Propriedade

O monte branco e brilhante, situado na colina com vistas extensivas sobre a vinha, tem sido a casa para a família Jørgensen desde 1988.A propriedade que é totalmente uma empresa de família, tem uma área de 365 hectares: 130 ha de Vinha, 50 ha de Olival, 50 ha de Sobreiros e 100 ha de Cereais. Foi construída uma barragem para satisfazer as necessidades de rega.

Familia Jorgensen

Hans é Viticultor e Enólogo, aquilo a que ele chama ”Winegrower”. Nascido na Dinamarca, trabalhou vários anos na Malásia como Engenheiro Mecânico, numa companhia de agricultura tropical. Carrie veio da Califórnia, onde estudou economia na UC Berkeley. É a responsável pela gestão e marketing de Cortes de Cima. Os nossos filhos, Thomas e Anna, tal como o nosso vinho, nasceram no Alentejo.

A Nossa Filosofia

“A vida é muito curta para beber mau vinho”

O nosso lema é ligeiramente diferente: “A vida é muito curta para fazer mau vinho”.

Os nossos vinhos são intensos, encorpados e elegantes.

No Alentejo, onde nos encontramos, temos um clima quente e soalheiro. Durante a maturação das uvas, os dias são quentes mas arrefecidos por uma brisa marítima nocturna vinda do Atlântico. As nossas vinhas são únicas visto que seguimos os conselhos sobre manutenção do coberto vegetal do Dr. Richard Smart, onde as uvas são expostas ao sol matinal e protegidas do intenso sol da tarde.

Assim criamos vinhos intensos , que combinam bem com os sabores fortes, das novas correntes gastronómicas. Pensamos que os vinhos são um prazer quando bebidos só por si, mas se acompanharem uma boa refeição podem ser um prazer ainda maior!

A nossa politica: “não” ao VPQRD!

O sistema de denominação de origem controlada (regulação DOC) é um antiquado colete-de-forças para os produtores de vinhos europeus, ajudando-os a produzir vinhos que ninguém quer beber! Apesar das nossas vinhas estarem localizadas dentro de uma área VPQRD, nós rejeitámos o sistema em favor da categoria perdedora “Vinho Regional Alentejano”. A prova do falhanço do sistema é a qualidade de muitos vinhos “inferiores”que são marcados com o selo de aprovação AOC/DOC, degradando todo o sistema e dando um pobre nome aos vinhos portugueses no estrangeiro.

Porque é que não podemos experimentar produzir vinhos com outras castas, mesmo de outros países? Nós aprendemos que algumas variedades aprovadas, como a Aragonez/Tempranilo, Trincadeira e Touriga Nacional prosperam no nosso solo e clima, enquanto que outras como a Periquita e Moreto (variedades recomendadas DOC) são completos fracassos. O nosso ilegal Incógnito prova que outras variedades não incluídas na lista oficial são excelentes no nosso «terroir».

Porque é que não é permitido o uso de sistemas trellis, que permitem ao vitivinicultor que as suas uvas cresçam saudáveis com enormes reduções de sprays ou fungicidas? Depois de 80 anos, as Denominações de Origem precisam de um grande abanão!

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