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    “In the Alentejo, the best producer is Cortes de Cima.”
    in: Wine Spectator
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História

Há mais de um século, dos Açores à Califórnia…

Francisco Correia Sarmento, nascido a 22 de Julho de 1872, partiu juntamente com a sua família de Santa Cruz da Graciosa em direcção a Nova York em 1888. Á espera deles estava um irmão mais velho que já tinha emigrado alguns anos antes para tentar a sua sorte no “Novo Mundo”. Já na América Francisco mudou o seu nome para Frank Courier Simonds, e estabeleceu-se como barbeiro no Oeste Selvagem da altura, Colton, Califórnia, onde cortou o cabelo a muitos Cowboys famosos, tais como Wyatt e Virgil Earp!

Frank teve dois filhos e duas filhas que nasceram do seu casamento com Agnes Blackwell. O mais velho dos seus filhos, Frank Manuel Simonds, nasceu a 25 de Janeiro de 1906, e era o avô materno de Carrie. Frank Courier nunca mais voltou a Portugal,

o que era típico dos imigrantes da altura que encontravam um bom estilo de vida. Agora, imaginem o que Frank diria se soubesse que a sua bisneta Carrie tinha ido viver para Portugal em 1988, e que os seus dois trisnetos Thomas e Anna iriam nascer em Lisboa, e falar fluentemente “Alentejano”.

Leia mais sobre os irmãos Earp que foram dos poucos sobreviventes do famoso tiroteio de OK Corral.

…20 anos no Oriente…

O que é que você faria se tivesse ganho algum dinheiro no Oriente e decidisse entrar no negócio do vinho? Se fosse como o dinâmico casal Hans e Carrie Jorgensen compraria um barco e partiria em busca do local ideal para a sua vinha.

Na Malásia Hans trabalhou como Eng. Mecânico numa companhia Dinamarquesa – United Plantations.

...O regresso a Portugal num barco à vela!

“Procurámos na Califórnia e noutros tipos de locais primeiro, mas acabámos por decidir voltar para a Europa” diz a Carrie. As suas viagens levaram-nos até Lisboa e daí prosseguiram pelo interior até chegarem às planícies quentes do Alentejo.

“Eu era um grande fan dos vinhos de Bordéus, mas esqueci-me logo deles assim que cá cheguei.” Lembra o Hans. Tinham acabado de chegar a Cortes de Cima, uma propriedade de 365 ha perto da Vidigueira, no Sudeste de Portugal. Aquando da chegada de Hans e Carrie, Cortes de cima era uma propriedade dedicada aos cereais e onde não havia vinha, mas os Jorgensens gostaram tanto do clima e da gente que acabaram por lá ficar

Lar doce Lar

Depois de terem feito a casa, construíram uma barragem e um sistema de rega (absolutamente essencial para se produzir vinho num clima destes), e plantaram cerca de 50 ha maioritariamente de Aragonez, com alguma Trincadeira, Periquita e Syrah. A vinha foi construída sob o olhar atento e com os conselhos do famoso viticultor, Dr. Richard Smart.

Os Jorgensens venderam as suas uvas à cooperativa da região em 1995, mas logo no ano seguinte lançaram o primeiro vinho bastante promissor. Desde o inicio que se tornou claro que Cortes de Cima era um excelente sitio para a sua vinha.

- excertos da Wine Magazine, Nov. 1999, Tim Atkin

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