• Categorias

  • Quotes

    “Cortes de Cima has a cult following amongst Alentejo fans.”
    by Justin Keay Harpers
  • Arquivos

A nossa História

Há mais de um século, dos Açores à Califórnia…

A nossa história começa com um veleiro. Em 1888, com 16 anos de idade, Francisco Correia Sarmento partiu num veleiro de Santa Cruz da Graciosa, Açores, em direcção aos Estados Unidos. De Boston dirigiu-se para o Oeste selvagem, na Califórnia, casou com uma emigrante inglesa e, três gerações mais tarde, nasceu a Carrie.

Cem anos e outro veleiro depois. Hans, um dinamarquês que trabalhou durante 20 anos na Malásia, como engenheiro numa fábrica de processamento de óleo de palma, conheceu Carrie, e ambos decidiram trocar a vida numa plantação tropical por um veleiro e velejar ao largo da Europa em busca de um lugar para se instalarem, formarem uma família e plantar uma vinha.

Em 1988 o nosso veleiro trouxe-nos à Vidigueira, 100 km para o interior da costa escarpada do litoral alentejano. As colinas cobertas de carvalhos recordaram a Carrie a sua Califórnia nativa, e a proximidade da Serra do Mendro, com os seus 400 metros de altura, convenceram Hans de que era uma localização perfeita para produzir vinho. Já os Romanos haviam achado que aquele era um local excelente para plantar vinhas e oliveiras – recuemos a 65 d. C., quando César comandou o Alentejo a partir de Beja. As árvores do tempo dos Romanos continuam aqui e ainda produzem azeitonas!

Quando nos instalámos nas Cortes de Cima, em 1988, a propriedade era considerada, pelos padrões alentejanos, de “tamanho médio”, com os seus 375 hectares de oliveiras e a tradicional terra seca arável. Começámos pelo início – construímos um “monte” típico (os edifícios brancos da quinta empoleirados no cimo da colina), instalámos electricidade e construímos a nossa própria barragem para a irrigação. Com tudo isso pronto, começámos, em 1991, a plantar as nossas primeiras vinhas, e nesse ano nasceu o primeiro dos nossos dois filhos.

In planting our vineyards, Hans decided to do it ‘my way’ following neither local advice nor regulations. Vidigueira in those days was known for it’s white varieties, for which we didn’t think the warm climate was suitable, so we planted reds. We were also advised to follow the DOC system with traditional varieties and traditional French cordon trellising- and did neither. Following the advice of an Australian ‘Vine Dr’ (Dr. Richard Smart), we adopted a raised open canopy for our vineyard trellising. Against the DOC rules we planted Syrah, as Hans was convinced it would thrive in our climate. Later on, the fame of our Syrah, surreptitiously named Incógnito, would eventually force the rules to be changed.

Ao plantar as vinhas, Hans decidiu fazer as coisas “à sua maneira”, e não seguiu os conselhos locais nem as regulamentações. Nessa época, a Vidigueira era conhecida pelas suas variedades brancas, mas, na verdade, achámos que o clima não era o mais indicado para isso, pelo que optámos por plantar castas tintas. Fomos também aconselhados a seguir o sistema DOC, que impõe as variedades tradicionais e o sistema tradicional de condução da vinha “Cordon Francês”, mas não o fizemos. Seguimos a sugestão de um especialista em vinhos australiano, o Dr. Richard Smart, e adoptámos um sistema de condução das vinhas chamado “Smart-Dyson”. Contra os regulamentos DOC, plantámos Syrah, pois Hans estava convencido que esta casta se daria bem neste clima. Mais tarde, a fama do nosso Syrah, sub-repticiamente chamado Incógnito, iria levar a que as regras se alterassem.

É necessário esperar pelo menos 5 a 6 anos desde a plantação das vinhas até à primeira garrafa de vinho ser vendida. Por isso, depois de plantarmos os nossos primeiros hectares de vinha e 50 hectares de oliveiras, dedicámo-nos também à horticultura nos anos que medeiam esse período, de modo a podermos ter rendimentos. Temos plantações de tomate, melão e brócolos, que são vendidos nos mercados locais.

Em 1996 lançámos o nosso primeiro vinho Cortes de Cima, produzido e engarrafado na nossa propriedade. Os críticos de vinhos locais não esconderam o seu desdém e teceram duras críticas ao nosso estilo de vinho. Sem desencorajarmos, decidimos enviar os vinhos das nossas primeiras duas vindimas (1996 e 1997) para o International Wine Challange 1988, em Londres, onde ganhámos as medalhas mais importantes por Portugal! Depois, o nosso primeiro Syrah “ilegal”, Incógnito 1988, ganhou uma medalha de ouro em Bruxelas, e foi escolhido por Jancis Robinson como um dos seus vinhos portugueses preferidos. Não demorou muito até que a imprensa portuguesa nos tratasse como “a última descoberta vinícola” e a nossa fama em Portugal consolidou-se. Cortes de Cima, Chaminé e Incógnito estavam a caminho de se tornarem nas marcas icónicas que são hoje.

As Cortes de Cima continuam a ser uma propriedade familiar dirigida diariamente por Hans (enólogo) e Carrie Jorgensen (marketing), apesar de os nossos filhos, nascidos e criados no Alentejo, terem já “saído do ninho”. As nossas vinhas estendem-se, actualmente, por 120 hectares, e produzem as castas Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Trincadeira, Petit Verdot, Antão Vaz e Verdelho, mas Hans não perdeu a sua paixão por experimentar novas variedades. À semelhança dos tempos em que Hans trabalhou com óleo de palma na Malásia, também nós produzimos e engarrafamos o nosso azeite extra virgem.


    Newsletter



  • Próximos Eventos

  • Let’s Get Social!

    Join our icon_facebook FACEBOOK fans, write on our wall. Follow us on icon_twitter TWITTER! Check our icon_flickr FLICKR photo archive. Catch us live on icon_youtubeYOUTUBE! Visit icon_adegga Adegga and write your own wine reviews.
  • Trade & Press

    Get all the scoop! Vintage notes, labels, hi-res photos and more...