Vinha
As Cortes de Cima são uma propriedade de 365 hectares, uma dimensão média para o Alentejo. 140 hectares estão plantados com vinha, 50 hectares com oliveiras e 70 foram reflorestados com sobreiros, azinheiras, pinheiros e alfarrobeiras.
Terroir = solo, localização, clima

Nesta região, o solo é argiloso e o subsolo calcário, permitindo uma boa drenagem. Este é um aspecto importante para as vinhas. As nossas estão aninhadas na encosta da Serra do Meandro, com 400 metros de altura, que delimita o baixo Alentejo.
A região alentejana da Vidigueira usufrui de uma excelente exposição solar, com temperaturas quentes e secas no Verão e temperadas pelas frescas brisas atlânticas. A precipitação média é de cerca 500-600 mm e concentra-se maioritariamente nos meses de Inverno, em que se regista pouca ou nenhuma geada.
Castas
As nossas vinhas mais antigas, que rodeiam a casa e a adega, foram plantadas em 1991. Os nomes das parcelas de terreno onde as vinhas crescem serviram-nos de inspiração para os nomes dos nossos vinhos: Cortes de Cima, Chaminé de Gião e Courela dos Pageis.
Aos escolhermos as castas que queríamos plantar e o sistema de orientação das vinhas optámos por seguir as regulamentações que permitem a denominação de “Vinho Regional” em vez das regulamentações mais restritivas da DOC. Contudo, em 1991, a casta Syrah não era permitida por nenhuma dessas regulamentações. Ainda assim, o Hans decidiu plantá-la, por estar convencido de que tínhamos o clima e o solo ideal para essa variedade do Ródano. O nosso primeiro vinho “ilegal” Syrah, produzido em 1998, foi comercializado com o nome Incógnito e depressa ganhou fama em Portugal e medalhas em Londres, Bruxelas e Bordéus.
Actualmente, temos as seguintes variedades:
Tintas: 112 hectares de Aragonês, Syrah, Touriga Nacional, Petit Verdot, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.
Brancas: 28 hectares de Antão Vaz, Verdelho, Viognier, Sauvignon Blanc, Gouveio e Chardonnay.
Viticultura sustentada

As nossas vinhas e oliveiras estão acreditadas por um programa de pulverização mínima chamado “Protecção Integrada”. Este programa exige que utilizemos apenas “químicos suaves” e somente quando os sintomas aparecem. Pulverizações preventivas não são permitidas. As nossas vinhas e oliveiras estão sujeitas a inspecções periódicas levadas a cabo por entidades independentes.
O nosso sistema de condução das vinhas permite aumentar a exposição solar das uvas, cujo sabor fica mais intenso e isso reflecte-se nos nossos vinhos. Também contribui para a redução da necessidade de pulverização das vinhas, pois o aumento da exposição ao sol e ao ar reduz naturalmente o aparecimento de fungos e de míldio. Fomos pioneiros em Portugal na utilização deste sistema de condução, e fizemo-lo sob a tutela do famoso perito australiano “Vine Dr.” Richard Smart.
Para aumentar a biodiversidade na vinha, semeámos outras culturas no carreiro entre as vinhas, uma maneira natural e biológica de eliminar as ervas daninhas sem utilizar herbicidas, bem como de proporcionar matéria orgânica ao solo. Depois da poda, também usamos os galhos mortos para fertilizar naturalmente os solos, deixando-os a decompor na vinha.
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À medida que o aquecimento global provoca um aumento da temperatura, a gestão da água na vinha é um assunto cada vez mais relevante. Somos completamente auto-suficientes para as nossas necessidades de rega; usamos apenas água dos nossos próprios reservatórios, que são atestados durante os meses chuvosos de Inverno. As vinhas são irrigadas segundo o sistema de “controlo do défice de água”.
“É importante para a qualidade da uva dar sempre menos água às cepas do que elas querem”, explica Hans. “Devemos lembrar-nos de que a água é um recurso precioso.”


