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    “and honourable mention to Cortes de Cima in Portugal´s Alentejo”
    in: The Independent - Going Places Award
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Bottles on steroids

Posted by Carrie on Quinta Outubro 9th, 2008 em 06:52

Se entrarmos numa qualquer garrafeira portuguesa com uma extensa selecção de vinhos portugueses vemos claramente que os produtores nacionais estão a imitar a tendência mundial em voltar às garrafas grandes, altas e pesadas, numa tentativa de ir ao encontro da percepção que os consumidores têm dos vinhos de qualidade. “Os consumidores acham que o vinho é tanto melhor quanto maior for a garrafa.” – Evan Goldstein, da Allied Domecq Wines.

Contrariando esta tendência, nos últimos anos trocámos a maior parte das garrafas dos nossos vinhos por umas mais leves para reduzir a energia gasta na produção, no transporte e, consequentemente, as emissões de dióxido de carbono.

As garrafas que agora usamos nos nossos principais vinhos (Chaminé e Cortes de Cima) pesam 430 gramas, menos do que os anteriores 550 a 610 gramas. Com uma poupança média de 160 gramas por garrafa, há uma redução do peso líquido total por garrafa de 10% (1.16 kg.). Sendo que usamos 1.500.000 garrafas por ano, isto equivale a uma poupança anual de 210 toneladas de vidro!

Além disso, as nossas garrafas são produzidas localmente, para minimizar a energia necessária no envio das garrafas vazias para a adega. Infelizmente, as garrafas mais leves são mais caras do que as mais pesadas, devido ao aumento do preço das matérias-primas e a uma procura maior das novas garrafas de design ecológico que, por isso, têm um fornecimento limitado.

Tanto o Chaminé tinto como o Chaminé branco branco da vindima de 2007, lançados no início deste ano, usam a mais recente garrafa leve (430 gramas). O Cortes de Cima 2006 será engarrafado este ano nestas garrafas amigas do ambiente.

E por favor, não se esqueça de reciclar a sua garrafa vazia!

De – www.wasteonline.org.uk
Na produção de vidro, é utilizada energia para a extracção e transporte das matérias-primas e durante todo o processo de fabrico, já que os materiais são aquecidos a temperaturas extremamente elevadas.

O vidro pode ser reciclado indefinidamente, num processo simples mas altamente ecológico, pois a sua estrutura não se deteriora aquando da reciclagem. No caso de garrafas e frascos, mais de 80% da mistura total pode ser obtida a partir de cacos e de vidro já refundido. Se o vidro reciclado for usado para fazer novas garrafas e frascos, a energia necessária nos fornos é altamente reduzida. Descontando o que é libertado durante o transporte e o processo de reciclagem, são poupados 315 kg de C02 por tonelada de vidro fundido.


3 Responses to “Bottles on steroids”

  1. 1
    Gabriella Opaz Says:

    Cheers! Cheers! Personally, I’d rather focus on the wine itself than how I may need to start weight lifting in order to carry the massive behemoth of a bottle home from the store :-) Great move!

  2. 2
    Gustavo Silveira Says:

    Parabéns pela inciciativa.
    Uma iniciativa ecológica com certeza.

    Ademais, chega dessa mania de colocar vinhos ruins em garrafas enormes para disfarçar.

    Seus vinhos são ótimos e ficariam ótimos em qualquer garrafa.

  3. 3
    Jose Eduardo Says:

    Obrigado pelo seu comentário Gustavo. Se visitar a categoria de sustentabilidade irá verificar que não nos ficamos por aqui em matéria de iniciativas a pensar no ambiente.

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