Quão ecológica é a nossa adega?
Agora que a Conferência de Copenhaga 2009 e o Aquecimento Global têm sido notícia, queremos partilhar com os nossos leitores o que fazemos, nas Cortes de Cima, em prol do ambiente. Claro que estas são medidas implementadas, e esforçamo-nos constantemente para encontrar novas maneiras de poupar energia e reduzir o desperdício tanto na vinha como na adega. Vamos manter-vos informados!
Cortar nas emissões de GHG
1. Reflorestação
Nos últimos anos, convertemos terra arável em floresta. Em 2010, as novas áreas reflorestadas, nas Cortes de Cima, deverão atingir os 71 hectares de sobreiros, azinheiras, pinheiros e alfarrobeiras.
2. Garrafas mais leves
Trocámos a maior parte das nossas garrafas, que antes pesavam 550-610 g, por um modelo mais leve, que pesa apenas 430 g. As novas garrafas também são fabricadas localmente, o que diminui a poluição associada ao transporte de garrafas vazias para a adega.
3. Utilizamos apenas rolhas 100% feitas de cortiça
A nossa herdade está rodeada por florestas de sobreiros, uma biodiversidade única (WWF). Nada de rolhas de plástico para nós, obrigado!
Reaproveitamento de materiais residuais
1. Zonas húmidas naturais alimentadas com as águas residuais da adega
Toda a água usada na adega passa por uma lagoa onde é tratada de forma natural, ou seja, através dos próprios organismos do ecossistema. Assim, o desperdício é zero. Este “complexo biológico” é um método natural de purificar as águas residuais e um sistema pioneiro em Portugal.
2. Reciclagem das hastes das uvas
Depois de as uvas serem utilizadas na adega, as suas hastes são recicladas para as vinhas e utilizadas como fertilizante, reduzindo a necessidade de aplicar outros fertilizantes.
3. Reciclagem de todo o material de embalagem
Os desperdícios de cartão, vidro, plástico e metal utilizados nas embalagens são reciclados.
Medidas de poupança de energia
1. Procuramos a auto-suficiência através da energia solar (actualmente produzimos 16% das nossas necessidades eléctricas)
A nossa instalação fotovoltaica já está a funcionar e produz, de momento, 7.36 kWh de energia “verde” – ou seja, proveniente de fonte renovável – ou uma estimativa anual de 14.400 kWh, o que corresponde a aproximadamente 16% do nosso consumo anual de electricidade na adega. Cada um dos nossos dois aparelhos de produção de energia possui uma superfície de 30 m2 e contém módulos de silício policristalino com uma capacidade de 180 Wp. Tal como os girassóis, os nossos aparelhos estão equipados com sensores capazes de seguir o Sol com uma rotação azimutal. Estamos à espera da autorização para aumentar para os 25 kW, de modo a que, na adega, sejamos completamente auto-suficientes com a nossa energia “verde”.
2. Painéis solares (complementados com uma caldeira alimentada a caroços de azeitonas) para o sistema de aquecimento central e da água na adega
Temos 48 painéis solares instalados no telhado virado a Sul que, combinados com um depósito térmico de 5000 litros, abastecem a adega com toda a água quente necessária e providenciam o seu aquecimento. Estes painéis solares têm uma capacidade mínima de 45 kWh. Durante os raros períodos em que o Sol não brilha, queimamos os caroços das azeitonas, o que funciona como combustível para a caldeira da água.
3. Isolamento dos tanques, das paredes e dos telhados na adega, para reduzir o consumo de energia
Os tanques, as paredes e os telhados foram isolados com espuma de poliuretano, de modo a reduzir os custos de energia necessária para o aquecimento no Inverno e a refrigeração no Verão.
4. Na adega utilizamos lâmpadas económicas e, no escritório, lâmpadas LED
5. Experimentar tecnologia de poupança de energia verde na adega
No processo de produção do nosso vinho, experimentamos constantemente as mais recentes tecnologias associadas à energia “verde”, por exemplo em áreas como a estabilização.
Práticas vinícolas
1. Um passo na direcção das vinhas biológicas
As nossas vinhas e os nossos olivais estão certificados por um programa de sustentabilidade denominado ‘Integrated Crop and Pest Management‘ (Gestão integrada de colheitas e pragas), certificado pela SATIVA (organismo reconhecido de certificação). Sob este programa, somos obrigados a usar apenas químicos “suaves”, e apenas quando os sintomas aparecem – a pulverização preventiva não é permitida. Esta obrigação reduz a utilização de químicos desnecessários e também o consumo de gasóleo na vinha. As nossas vinhas e oliveiras são sujeitas a inspecções por parte de entidades independentes para verificar o cumprimento das normas.
2. O sistema que usamos para dispor a folhagem das vinhas reduz a necessidade de pulverização
O nosso sistema Smart Dyson para segurar as parras, combinado com o clima seco português, é também uma boa ajuda para reduzir a utilização de químicos na vinha. As uvas estão mais expostas aos raios solares e ao ar, reduzindo de forma natural o aparecimento de doenças fúngicas e do míldio.
3. Auto-suficiência nas necessidades de água e irrigação reduzida
À medida que o aquecimento global provoca um aumento da temperatura, a gestão da água na vinha é um assunto cada vez mais relevante. Somos completamente auto-suficientes para as nossas necessidades de rega; usamos apenas água dos nossos próprios reservatórios, que são atestados durante os meses chuvosos de Inverno. As vinhas são irrigadas segundo o sistema de “controlo do défice de água”.
4. Culturas intercalares de protecção
As culturas de protecção são plantadas entre as filas de cepas para melhorar a qualidade do solo, reduzir as ervas daninhas, reter a humidade e combater a erosão.



Segunda Maio 31st, 2010
[...] Departing from winemaking matters for a moment – I was very impressed by the consciousness of environmental and energy issues, and all the ways in which these were being addressed. The solar panels generate enough power to meet all the hot-water needs at the winery, as well as contributing to the national grid, and they have applied to generate more. In the winery is a metal box on the wall which looks like nothing special, but Hamilton explained it captures ozone from the air as well as generating ozone, all of which is then released into hot water – making an excellent cleaning agent. The ozone is highly reactive with organic matter, so they can very effectively wash all their equipment without harsh sodas or detergents. In the water, the ozone will naturally degrade to O2, so ultimately the effluent contains neither cleaning agents nor ozone. All the waste water from the winery passes through a reed field for natural biological purification. The Cortes de Cima blog has an entry which describes all their environment efforts in the vineyards, winery and throughout the production chain, with a great deal of technical detail: http://cortesdecima.com/pt/gen.....ur-winery/ [...]