Portugal de volta ao futuro do vinho
O futuro está aqui, mas muitos produtores de vinhos portugueses ainda não se ligaram a ele! Eu passei um fim-de-semana em Lisboa, na feira de vinhos Encontro com o Vinho, onde tive a grande oportunidade de falar directamente com consumidores e clientes, e também com muitos colegas produtores de vinhos portugueses. Apesar de a conversa com os meus amigos produtores se ter centrado essencialmente na recessão económica e na diminuição das vendas, o que me surpreendeu foi a reacção de incredibilidade que mostraram ao saberem que a nossa empresa tinha o seu próprio blog, uma página no Facebook e um perfil no Twitter!
Estes mesmos amigos produtores também não tinham ouvido falar da conferência highprofile “Winefutur” que decorreu na Rioja, na semana passada. Apesar das acusações que pesaram sobre o organizador da conferência, MW Pancho Campo, as figuras proeminentes do mundo dos vinhos fizeram questão em estar presentes, quer como convidados ou através do pagamento de quantias avultadas. Diz-se mesmo que houve dois produtores portugueses que não se assustaram com essas cifras. Nós, nas Cortes de Cima, assustámo-nos e resolvemos não ir, interrogando-nos se estaríamos a perder uma oportunidade fantástica de estar na presença de Robert Parker, Gary Vaynerchuck, Jancis Robinson,etc. Contudo, enviámos um “embaixador” na forma de algumas garrafas de Cortes de Cima 2007, que o André Ribeirinho, do Adegga, levou pessoalmente, para educar os líderes de opinião acerca da utilidade do seu AVIN que, quando combinado com um código de barras, torna o nosso contra-rótulo numa ferramenta dinâmica que liga o apreciador de vinhos a sites interactivos de notas de prova (como o Adegga). Até o próprio Robert Parker pareceu ficar fascinado com o conceito, pois referiu-o no discurso final da conferência.
‘Wacky’ Gary Vay.ner.chuck (@garyvee) foi o orador que provocou as maiores ondas no Winefuture. Criticou os produtores de vinhos por não estarem a tirar partido das redes sociais, como o Facebook e o Twitter, para comunicarem com os consumidores. “Estou-me nas tintas para o Facebook e o Twitter, mas preocupo-me com os consumidores.” “Vocês deviam sentir-se envergonhados se não reconhecem que esta plataforma vos permite falar com eles.” “Têm a noção de quanto dinheiro, tempo e esforço teriam sido necessários para poderem partilhar a vossa história e o vosso negócio com todos estes consumidores antes do aparecimento da Internet? Isso mudou, e os negócios mudaram.” É preciso que invistam na marca, porque são os vossos “amigos” que irão comprar o vosso vinho, mas a mensagem precisa de ser comunicada com paixão. Investiram imenso dinheiro em publicidade impressa, o que teve resultados nulos, mas estas ferramentas on-line são de graça e devem ser usadas. Pela primeira vez, é preciso que se comuniquem directamente com o consumidor. Acabou-se o editor, o coordenador, não há mais filtros! Os produtores precisam de parar de deixar que outros contem a sua história. Contem a vossa história todos os dias. (decanter.com)
Estamos a escutar, Gary! E obrigado Catavino e Robert Mcintosh por nos trazerem as transcrições da conferência Winefuture via Live Blogging e Twitter, e Vinustv.es via video podcasts!





Sexta Dezembro 11th, 2009
É esta visão que faz toda a diferença.
Este caminho mostra como Cortes de Cima está a frente no tempo.
Aqui no Brasil seus vinhos são cada dia mais comentados.
Parabéns
Sexta Dezembro 11th, 2009
Obrigada, Gustavo! Um abraço!