Incógnito

Históría
Quando Hans e Carrie Jorgensen viram Cortes de Cima pela primeira vez em 1988, souberam logo que este era o sítio que tanto procuraram. Quando viu a paisagem, Carrie lembrou-se logo da sua terra natal, a Califórnia; e o clima mediterrânico, bem diferente do frio da Dinamarca foi do agrado do Hans. Para começar, eles decidiram fazer coisas diferentes, como plantar castas tintas numa área tradicionalmente de brancas. Deste modo introduziram o Syrah (na altura não aprovado) e um sistema de condução da vinha bem diferente do local. Em 1998, quando engarrafaram o primeiro monocasta Syrah, tiveram alguns problemas na escolha do seu rótulo, uma vez que a casta Syrah ainda não estava autorizada na produção de “Vinho Regional”. Daí o nome “Incógnito”.
Colheita Actual: 2005
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Vindima 2005
Na região do Alentejo, os índices de pluviosidade a partir de Outubro de 2004 foram dos mais baixos dos últimos 100 anos. O Inverno não foi apenas seco mas também frio, com os dias a despontarem com geada e temperaturas a rondarem os 5º negativos. O período de crescimento foi mais curto que o habitual. O início de vindima no dia 26 de Agosto foi precoce e sem precedentes nestas vinhas. Uma
boa parte do mês foi passado sob elevadas temperaturas de dia que se mantiveram pela noite fora, o que provocou stress hídrico nas cepas. O mês de Setembro foi ideal, pois voltaram as noites frias, mantendo-se durante os dias solarengos uma brisa quente e necessária ao amadurecimento dos bagos, preservando o aroma e uma boa acidez. A vindima terminou a 14 de Outubro, uma verdadeira maratona com sete longas semanas a apanhar e a esmagar uvas.
Notas de Prova
Cor intensa e opaca, com profundas tonalidades violetas. No aroma revela ameixa e cerejas pretas com notas de licorice. Apresenta-se poderoso e elegante no palato, com sabores intensos a frutos pretos. A madeira está bem integrada em resultado do cuidadoso trabalho realizado na adega. Taninos firmes a contribuírem para a boa estrutura e equilíbrio.
Designação: Vinho Regional Alentejano
Castas: 100% Syrah
Ácidos Totais: 5.1
pH Final: 3.73
Açucares Redutores: 2.3
Álcool: 14.5%
Engarrafado na propriedade 8 Meses em Carvalho Francês
Colheita, produção e engarrafamento na propriedade familiar.
Engarrafado sem filtração nem colagem em Julho 2006
Produção total: 16.769 garrafas (75 cl)
Lançamento: Novembro de 2008
Código Único: AVIN7137387963215 [?]
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Prémios
Medalha de Ouro – Berliner Wein Trophy – Germany 2009
Medalha de Ouro – Vinalies Internationales – France 2009
Medalha de Ouro (BEST IN CLASS) – Intl Wine & Spirit Competition – UK 2008
Medalha de Ouro – Mundus Vini – Germany 2008
Medalha de Prata – International Wine Challenge – London 2008
Medalha de Prata – Concours Mondial du Vin – Bruxelles 2008
Medalha de Prata – Syrah du Monde – France 2008
Medalha de Prata – AWC Vienna – Austria 2008
3.º Lugar -PROVA INTERNACIONAL “TOP 10 DE VINHOS PORTUGUESES”
- Essência do Vinho
Gran Menzione – Vinitaly 2008 Concorso Enologico Internazionale
Classificações
3.° Lugar – BLUE WINE’s TOP 10
96 Aníbal Coutinho
89 Parker
17,5 Blue Wine
17 Revista de Vinhos
Reviews
The 2005 INCOGNITO, Cortes de Cima’s famous, erstwhile “outlaw”
Syrah, is rather well balanced this year, almost wimpy by some prior standards. Often the most flamboyant wine in the lineup, this actually shows some elegance and character, perhaps from the touch of game. It has a soft, rather sensual texture and good flavors still, but it also shows welcome restraint. There are supporting tannins along the edges. There are some quibbles here. The mid-palate seems rather thin at first for its price category, but it does flesh out with some air. The gamey note on the wine is unusual for this bottling, although not as pronounced as on the regular Syrah, and not entirely unwelcome. This is certainly a very different Incognito, but the bright, succulent finish is a pleasure, and I liked it more and more as it aired out. Drink now-2015. – Mark Squires – eRobertParker.com, Dec 2007
A wine that has become something of a cult in Portugal, perhaps because of its mystery name (referring to a time when Syrah was not permitted in Portugal). This 2005 keeps the open, ripe blackberry jam fruit, with dark chocolate and herbal flavors. It has a generous, earthy character. - R.V. WE (7/1/2008)
Deep crimson purple with a inky black core. Perfumed elemental nose, musky plum, blackberry, cassis aromas, with a backdrop of well seasoned oak. Delicious mouth entry, deep set fruit flavours, fine velvety sweet tannins and malty savoury oak. Superb balance and sumptious everlasting finish. This has the hallmarks of a truly great, world class Syrah. – IWSC 2008
Em 1998, o lançamento do monovarietal Syrah despertou emoções fortes nos enófilos e interrogações no Alentejo. O desconhecimento era tal que justificou o nome do vinho. Desde então o medalheiro internacional é impressionante e consistente, colheita após colheita. Os oito meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês consolidaram a rigidez opaca da cor rubi. O nariz é fundo e típico de Syrah, com as ervas rasteiras mentoladas, o musgo e a terra húmido a formarem cama para os frutos vermelhos confitados e as pimentas. A madeira é rica, com fiambre, fumo e especiarias doces. Boca densa, sedosa mas mastigável, muito espacial no tacto, com taninos ricos e maduros a marcarem o longo contacto. - Aníbal Coutinho – 240 Melhores Vinhos para 2008
Cor rubi quase violeta, intenso, aroma cheio, rico, desde logo concentrado mas sem enjoativo, antes fresco e aberto. Tem boa fruta, ameixa preta esmagada, dióspiro, tabaco, tudo ainda em fusão, num estilo autoritário e muito firme. A melhorar e a abrir ao longo da prova. Vinho com muita estrutura na boca, longo, amplo, tanino de qualidade, sem perder a noção de autenticidade mineral. Notas de café e cacau em pó na persistência são um belo presente deixado pelo vinho desde já.- Blue Wine, Março 2008

